Qntem meu pensamento me levou a um tempo maravilhoso que passei quando criança com o meu avô.
Avô que nem era avô,pois minha avó se casou duas vezes,a primeira que nasceu minha mãe e a segunda que ganhei um avô postiço.
Acho que nem ele e nem eu nos lembravamos disso.
Meu avô desenhava mapas como desenhista profissional,mas como o salário era pouco ele pegava outros serviços para fazer em casa.
Á noite eu me deliciava olhando o que ele fazia.
Recorta gravuras da antiga revista O Cruzeiro e colava em cartolinas.
Depois vinha a parte que eu mais gostava que era a escrita.Pegava a caneta tinteiro,com uma pena especial
para escrever com tinta nanquim.Nem se pensava em canetas esferográficas.
Desenhava letra por letra,que tinha o conteúdo ligado a figura que havia recortado.
Terminado o trabalho,lavava as penas com muito carinho,enxugava e guasdava em uma caixinha.
Este trabalho ia para colocar propagandas dentro dos antigos bondes.Anúncio de bondes já viu coisa igual?
Aos domingos me levava pela manhã ao bar do Faca,para comer um mixto quente e tomar guaraná,coisa que eu adorava.
As noites via T,V branco e preto ou escutava rádio.E eu sentava no chão ao seu lado e colocava minha cabeçinha em seu colo.Que sensação maravilhosa de afeto e carinho.Ele passava suas mãos em meu cabelo,até que enfim adormecidaera levada para o meu quarto.
Noites quentes de verão,cheiro de dama da noite ou jasmim.Vem meu querido vozinho,vem de novo outra vez passar as mãos na minha cabeça cansada,e me fazer sonhar outra vez.
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