O índio gostava de pescar.
E tinha a vida tranquila,
pois no meio da floresta não tinha carro,
nem ônibus, nem competição.
Eles dividem tudo e não criam confusão.
Saiam um dia para pescar,
outro para caçar e outro para plantar.
A casa deles é pequena e se chama OCA,
não tem móveis nem nada.
Sabe como eles dormem!?
É na rede balançando,
e seus filhos vão criando
do jeito que a vida dá.
O nome do chefe é CACIQUE,
é ele quem dá a ultima palavra.
As decisões da tribo são sempre o mais velho.
Pois dizem os indios que estes tem mais sabedoria.
PAGÉ é o feiticeiro,
pois como lá não tem médico,
então é ele que sabe como curar as doenças
fazendo cházinhos de plantas.
O deus é TUPÃ e a lua é JACI e a lingua que eles falam é tupi-guarani.
Mas, sabe que um dia destes sairam para pescar,
e tem índio preguiçoso que não gosta de trabalhar.
Então no dia da pesca o índio deitou na rede e começou a inventar:
- Dói minha barriga, e também minha cabeça, dói tudo hoje to ruim, não posso ir pescar.
- Tá bom! - disse a índia,
- Não pode pescar, tambem não come que é para melhorar!
Passou o tempo bastante... e foi que foi passando...
e a barriga do índio roncava,
a fome tava aumentando.
Ele pensou e pensou,
- Tenho que dar um jeito, senão eu não vou comer.
Saiu da rede bem de mansinho,
e foi para a lagoa e pensou:
- Vou pescar um peixe e logo vou comer, e ninguém vai perceber.
E assim ele o fez, pegou o seu barquinho e foi para a lagoa,
mas esqueceu o mais importante,
que era a a flecha atiradoura.
Ficou com tanta raiva que batia o pé no canoa,
e com isso os peixes assutados para dentro da canoa foram pulando.
Foi quando olhou para o horizonte e lá vinham seus companheiros da tribo.
Sabe que neste dia o indio aprendeu,
que contar mentira não presta,
nem no meio da floresta!?

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